O Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo manteve a decisão que proíbe o prefeito de Cariacica, Euclério de Azevedo Sampaio Júnior, de continuar propagando acusações sobre a suposta existência de uma “milícia digital” na Prefeitura de Vitória.
A decisão, proferida no âmbito do Agravo de Instrumento nº 5009894-08.2026.8.08.0000, representa mais um revés judicial para Euclério Sampaio na tentativa de sustentar publicamente a narrativa contra a administração da capital capixaba.
Na prática, o Tribunal rejeitou o principal objetivo do recurso apresentado pelo prefeito: derrubar a proibição imposta pela Justiça de primeiro grau. A ordem que impede novas publicações e acusações relacionadas à alegada “milícia digital” foi mantida pelo TJES.
A decisão original havia determinado que os réus se abstivessem de “publicar, divulgar, veicular ou reproduzir” acusações envolvendo a suposta existência de “milícia digital” no âmbito da Prefeitura de Vitória, além da remoção de conteúdos publicados no blog elimarcortes.com.br.
Ao recorrer, Euclério alegou que a decisão configuraria censura prévia, sustentando ainda ausência de provas técnicas suficientes e negando responsabilidade sobre o conteúdo publicado pelo blog. O Tribunal, contudo, não acolheu a principal tese da defesa e manteve justamente o núcleo central da decisão: a proibição de continuar disseminando acusações sem comprovação.
Na prática, a decisão do TJES deixa claro que Euclério Sampaio não poderá continuar insistindo publicamente na narrativa sobre uma suposta “milícia digital” vinculada à Prefeitura de Vitória enquanto o caso segue sob análise judicial.
O Tribunal apenas afastou, de forma parcial, a obrigação de remoção dos conteúdos em relação ao prefeito, entendendo que ele não possui controle administrativo sobre o blog responsável pelas publicações. Ainda assim, manteve integralmente a proibição relacionada à divulgação de novas acusações e preservou a possibilidade de responsabilização futura caso sejam comprovados abusos.
A decisão também reforça que as alegações feitas precisarão ser comprovadas ao longo da instrução processual, afastando a tentativa de transformar acusações políticas em fatos consolidados sem a devida demonstração probatória.
Nos bastidores políticos, a manutenção da liminar é vista como mais um duro desgaste para Euclério Sampaio, que vinha reiterando publicamente a acusação mesmo sem apresentar, até o momento, comprovação concreta das afirmações feitas contra a administração da capital.


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