De um nome desconhecido para um crescimento que o torna literalmente empatado com o governador na espontânea e tecnicamente na estimulada.
A pesquisa do Instituto Perfil em São Mateus revela um dado político importante: Lorenzo Pazolini já não pode mais ser tratado como um nome desconhecido no interior capixaba.
Os números mostram justamente uma transição de estágio político.
No cenário espontâneo — aquele em que o eleitor responde sem receber lista de candidatos — Pazolini aparece com 9,44%, praticamente empatado com Ricardo Ferraço, que tem 9,6%. Isso é extremamente relevante porque pesquisa espontânea mede lembrança real, presença de marca política e capacidade de penetração popular. O que assusta é que há quem diga que até meados do ano passado Pazolini não teria nem a metade do reconhecimento e lembrança dos números de uma espontânea na cidade.
Para um nome que até poucos anos atrás era associado quase exclusivamente à Vitória e à Grande Vitória, aparecer em terceiro lugar espontâneo em São Mateus indica que:
sua imagem já atravessou a barreira regional;
seu nome já circula no debate político do interior;
e ele deixou de ser apenas um fenômeno metropolitano.
Outro dado importante é que, no cenário estimulado, Pazolini chega a 21,85% contra 26,99% de Ricardo Ferraço. A distância existe, mas não é uma distância de desconhecimento. Pelo contrário: é competitividade eleitoral.
Quando a pesquisa retira nomes pesados como Paulo Hartung e Magno Malta, Pazolini sobe para 30,46%, ficando tecnicamente empatado com Ricardo dentro da margem de erro. Isso sugere que:
existe espaço de crescimento;
há transferência potencial de votos;
e parte do eleitorado ainda está em consolidação.
A leitura política mais estratégica talvez esteja justamente aí: Pazolini ainda pode não ter a estrutura histórica de lideranças regionais tradicionais no interior, mas já alcançou algo essencial em uma disputa estadual — ser conhecido e lembrado.
E há um detalhe importante: São Mateus não é qualquer cidade. Como polo do Norte capixaba, ela costuma funcionar como termômetro da interiorização das candidaturas. Quando um nome começa a performar ali, significa que ele já entrou no radar político regional.
Ao mesmo tempo, a pesquisa também mostra um limite atual: Renato Casagrande ainda domina amplamente a memória espontânea com quase 29%, demonstrando que a máquina política e a herança eleitoral do grupo governista continuam muito fortes no interior.
Portanto, a conclusão mais equilibrada da pesquisa é:
Pazolini não é mais desconhecido no interior;
mas ainda está em processo de consolidação fora da Grande Vitória;
e já demonstra capacidade competitiva real em regiões estratégicas do estado.
Politicamente, isso muda o patamar da discussão sobre 2026.





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